A Origem da Doença
Durante toda a infância Meimei teve problemas em suas amígdalas.
Tinha sua região glútea toda marcada por injeções.
Logo após o casamento, voltou a apresentar o quadro, tendo que
se submeter a uma cirurgia para extração dessas glândulas.
Infelizmente, após a operação, um pequeno pedaço
permaneceu em seu corpo, dando origem a todo o drama que viria a ter que
enfrentar, pois o quadro complicou-se com perturbações renais
que culminaram com hipertensão arterial e craniana.
O Sofrimento
Devido à hipertensão, passou a apresentar complicações
oculares, perdendo progressivamente a visão e tendo que ficar dia
e noite em um quarto escuro, sendo que nos dois últimos dias de
vida já estava completamente cega. Durante os últimos dias
de vida, o sofrimento aumentou. Tinha de fazer exames de urina, sangue
e punções na medula, semanalmente. Segundo Arnaldo Rocha,
seu marido, Meimei viveu esse período com muita resignação,
humildade e paciência.
A Desencarnação
Os momentos finais foram muito dolorosos. Seus pulmões não
resistiram, apresentando um processo de edema agudo, fazendo com que ela
emitisse sangue pela boca. Seus últimos trinta minutos de vida
foram de desespero e aflição. Mas, no final deste quadro,
com o encerramento da vida física, seu corpo voltou a apresentar
a expressão de calma que sempre a caracterizou. Meimei foi enterrada
no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.
Surge Chico Xavier
Aproximadamente cinqüenta dias após a desencarnação
da esposa, Arnaldo Rocha, profundamente abatido, acompanhado de seu irmão
Orlando, que era espírita, descia a Av. Santos Dumont, em Belo
Horizonte, quando avistou o médium Chico Xavier. Arnaldo não
era espírita e nunca privara da companhia do médium até
aquele momento. Quase dez anos atrás haviam-no apresentado a ele,
muito rapidamente. Ele devia ter pouco mais de doze anos. O que aconteceu
ali, naquele momento, mudou completamente sua vida. E é ele mesmo
quem narra o ocorrido: "Chico olhou-me e disse: 'Ora gente, é
o nosso Arnaldo, está triste, magro, cheio de saudades da querida
Meimei'... Afagando-me, com a ternura que lhe é própria,
foi-me dizendo: 'Deixe-me ver, meu filho, o retrato de nossa Meimei que
você guarda na carteira.' E, dessa forma, após olhar a foto
que Arnaldo lhe apresentara, Chico lhe disse: '- Nossa querida princesa
Meimei quer muito lhe falar!'. E, naquela noite, em uma reunião
realizada em casa de amigos espíritas de Belo Horizonte, Meimei
deixou sua primeira mensagem psicografada. E, com o passar dos anos, Chico
foi revelando aos amigos mais chegados que Meimei era a mesma Blandina,
citada por André Luiz na obra "Entre a Terra e o Céu"
(capítulos 9 e 10), que morava na cidade espiritual "Nosso
Lar"; disse, também, que ela é a mesma Blandina, filha
de Taciano e Helena, que Emmanuel descreve no romance "Ave Cristo",
e que viveu no terceiro século depois de Jesus.
"Meimei" era um apelido carinhoso que o casal Arnaldo-Irma passou
a usar, após a leitura de um conto chamado "Um Momento em
Pequim", de autor americano. Ambos passaram a se tratar dessa forma:
"Meu Meimei". E, segundo Arnaldo, Chico não poderia saber
disso.
· Fonte: http://www.mofra.org.br/Biografias/meimei/
· Dados biográficos publicados no livro “Palavras
do Coração”
A materialização de Meimei *
Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me
e dirigiu-se até onde eu estava sentado...
"Uma noite, sentimos um delicioso perfume. Intimamente, achei que
era o mesmo que Meimei costumava usar. Surpreendi-me quando percebi que
o corredor ia se iluminando aos poucos, como se alguém caminhasse
por ele portando uma lanterna. Subitamente, a luminosidade extinguiu-se.
Momentos depois, a sala iluminou-se novamente. No centro dela, havia como
que uma estátua luminescente. Um véu cobria-lhe o rosto.
Ergueu ambos os braços e, elegantemente, etereamente, o retirou,
passando as mãos pela cabeça, fazendo cair uma cascata de
lindos cabelos pretos, até a cintura. Era Meimei. Olhou-me, cumprimentou-me
e dirigiu-se até onde eu estava sentado. Sua roupagem era de um
tecido leve e transparente. Estava linda e donairosa! Levantei-me para
abraçá-la e senti o bater de seu coração espiritual.
Beijamo-nos fraternalmente e ela acariciou o meu rosto e brincou com minhas
orelhas, como não podia deixar de ser. Ao elogiar sua beleza, a
fragrância que emanava, a elegância dos trajes, em sua tênue
feminilidade, disse-me: - "Ora, meu Meimei, aqui também nos
preocupamos com a apresentação pessoal! A ajuda aos nossos
semelhantes, o trabalho fraterno fazem-nos mais belos e, afinal de contas,
eu sou uma mulher! Preparei-me para você, seu moço! Não
iria gostar de uma Meimei feia!"
* Texto de Arnaldo Rocha. Trecho do livro "Chico Xavier - Mandato
de Amor". União Espírita Mineira - Belo Horizonte,
1992.
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CONFIA
SEMPRE
Por Meimei *
Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que teus pés estejam sangrando, segue para a frente,
erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.Crê e trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.Tudo passa e
tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.De
todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam
a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio
é sofrer a privação da fé e prosseguir
vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te. Brilha a alvorada além
da noite.Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe
o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com
a aflição ou ameaçando-te com a morte.
Não te esqueça, porém, de que amanhã será
outro dia.
* Psicografado por Francisco Cândido Xavier. |
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