A
outra encarnação conhecida de Scheilla, verificou-se na
Alemanha. Com a guerra no continente Europeu, aflições e
angústias assolaram a cidade de Berlim, na Alemanha, onde Scheilla
atuava como enfermeira. Seu
estilo simples, sua meiguice espontânea, muito ajudavam em sua profissão.
Bonita, tez clara, cabelo muito louro, que lhe davam um ar de graça
muito suave. Seus olhos, azuis-esverdeados, de um brilho intenso, refletiam
a grandeza de seu Espírito. Estatura mediana, sempre com seu avental
branco, lá estava Scheilla, preocupada em ajudar, indistintamente.
Esquecia-se de si mesma, pensava somente na sua responsabilidade. Via
primeiro a dor, depois a criatura. Scheilla desencarnou trabalhando em
Hamburgo, no ano de 1943, durante violento bombardeio aéreo, quando
heroicamente tentou salvar uma criança. Morria no campo de lutas,
aos 28 anos de idade.
Muitos anos depois, surgia nas esferas superiores da espiritualidade,
com o seu mesmo estilo, aprimorado carinho e dedicação,
Scheilla, a Enfermeira do Alto!
TRABALHO ESPIRITUAL NO BRASIL
Tudo indica que Scheilla vinculou-se, algum tempo após a sua desencarnação
em terras alemãs, às falanges espirituais que atuam em nome
do Cristo, no Brasil.
Atualmente nossa querida Mentora trabalha na Espiritualidade, juntamente
com Cairbar Schutel, Coordenador Geral da Colônia Espiritual Alvorada
Nova. Scheilla desenvolve um trabalho forte e muito amplo, com dedicação
ímpar, coordenando quatorze equipes que formam o Conselho da Casa
de Repouso, o qual se reúne periodicamente, decidindo às
questões pertinentes.
Conta-nos R. A. Ranieri que, numa das primeiras reuniões de materialização,
iniciadas em 1948 pelo médium “Peixotinho”, surgiu
a figura caridosa de Scheilla. Em Belo Horizonte, marcou-se uma pequena
reunião que seria realizada com a finalidade de submeter a tratamento
Dona Ló de Barros Soares, esposa de Jair Soares. No silêncio
e na escuridão surgiu a figura luminosa de mulher, vestida de tecidos
de luz e ostentando duas belas tranças, era Scheilla. Nas mãos
trazia um aparelho semelhante a uma pedra verde-claro, ao qual se referiu
dizendo tratar-se de um emissor de radioatividade, ainda desconhecido
na Terra. Fez aplicações em Dona Ló. Depois de alguns
minutos, levantou-se da cadeira e proferiu uma belíssima pregação
evangélica com sotaque alemão e voz de mulher.
Em vários grupos espíritas brasileiros, além de sua
atuação na assistência à saúde, sempre
se caracterizou em trazer às reuniões certos objetos, deixando
no recinto o perfume de flores que lhe caracterizam.
Na obra "Chico Xavier - 40 Anos no Mundo da Mediunidade" de
Roque Jacintho, encontramos o seguinte depoimento: "Chico aplicava
passes. Ao nosso lado, ocorreu um ruído, qual se algum objeto de
pequeno porte tivesse sido arremessado, sem muita violência. (-Jô
- disse um médium - Scheilla deu-lhe um presente). Logo mais, procuramos
ao nosso derredor e vimos um caramujo grande e adoravelmente belo, estriado
em deliciosas cores. Apanhamo-lo, incontinenti, e verificamos nele água
marítima, salgada e gelada, com restos de uma areia fresca. Scheilla
o transportara para nós. Estávamos a centenas de quilômetros
de uma nesga de mar, em manhã de sol abrasador que crestava a vegetação
e, em nossas mãos, o caramujo que o Espírito nos ofertara,
servindo-se da mediunidade de Chico!"
"Na assistência reduzida, estava presente um cientista suíço,
materialista, que ali viera ter por insistência de seus familiares.
Scheilla, em sotaque alemão, anunciou: -Para nosso irmão
que está ali - indicava o suíço -, vou dar o perfume
que a sua mãezinha usava, quando na Terra. Despertou-lhe um soluço
comovido, pela lembrança que se lhe aflorou à memória,
recordando a figura da mãezinha ausente.”
Tempos depois, um outro raro instante se deu com a presença de
Scheilla. "Bissoli, Gonçalves, Isaura, entre outros, compunham
a equipe de beneficiados, agrupando-se numa das salas da casa de André,
tendo Chico se retirado para o dormitório do casal, onde permaneceria
em transe mediúnico. Uma onda de perfume, corporifica-se Scheilla,
loira e jovial, falando com seu forte sotaque alemão. Bissoli estabeleceu
o diálogo: -Eu me sinto mal - diz Bissoli - Você - informou
Scheilla - come muita manteiga Bissoli. Vou tirar uma radiografia de seu
estômago. A pedido, nosso companheiro levantou a camisa. O espírito
corporificado aproxima-se e entrecorre, num sentido horizontal, os seus
dedos semi-abertos sobre a região do estômago de nosso amigo.
E tal se lhe incrustassem uma tela de vidro no abdômen, podíamos
ver as vísceras em funcionamento. - Pronto! - diz Scheilla, apagando
o fenômeno. - Agora levarei a radiografia ao Plano Espiritual para
que a estudem e lhe dêem um remédio.”
Fonte: http://www.searadeluz.com.br/scheilla.htm ; Centro Espírita
Casinha de Caridade
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